Testimonial
Friday, June 3rd, 2005
(Sei que Anica não concorda com minhas idéias com relação a ausência mas… ) Li em um livro que nos apaixonamos pela ausência da pessoa amada. Quer dizer, nos apaixonamos pela presença, mas só a ausência da pessoa nos mostra o quanto gostamos dela e o quanto nos faz falta e o quanto a queremos e que a pior coisa do mundo é estar longe. Ah! E o prazer do reencontro? A felicidade do toque, o brilho no olho, o palpitar do coração.
E a distância me ensinou o quanto eu precisava estra próximo, o quanto estar próximo era bom, certo e necessário. E agora que estou perto, mas perto do que jamais estivemos, a última coisa que eu quero é ficar longe, por pouco que seja.
Anica é uma pessoa intensa, melhor Intensa, com i maiúsculo, grandão, negrito, sublinhado, itálico e tudo mais. Possivelmente é com ela em vista que fala o Apocalipse (livro intensamente apropriado!) “Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca;” dirigindo-se a todos nós. Ela sente com intensidade, sofre com intensidade e mais importante que tudo, ama com intesidade. Ama muito, sempre.
Conheci essa garota em outubro de 2002, coincidentemente próximo da data onde fui adotado pelos meus gatos Miu e Boo (“em outra vida, quando formos gatos”? Lembro que brinquei que naquela data também a tinha adotado, proféticas palavras!) e desde então tivemos alguns encontros e desencontros (todos intensos), até nosso encontro em definitivo pouco mais de 5 meses atrás. Escrever sobre ela não é tarefa simples, pois sempre será um retrato morno do que ela é na realidade. Gostos refinados com um temperinho de incongruência, uma queda decarada por comédias românticas alternativas (ok, serei morto por afirmar isso), total apreço pelo rock inglês e boa literatura além de um grande espírito crítico. Sim, é uma pessoa de inesgotável interesse, totalmente apaixonante mas lamento, she’s mine!![]()
Eu amo estar com ela nas manhãs (que se estendem indolentes até onde quisermos) de sábado e domingo, amo os filmes geralmente pouco convencionais que assistimos, amo as conversas de manhã cedinho ao tomar café. Amo estar com ela ao cozinhar alguma coisa diferente nos finais de semana. Adoro tê-la dormindo no meu ombro. Odeio os ansiosos momentos de espera nos dias de semana, para encontrá-la depois das aulas.
(editado 11 vezes e ainda incompleto)
Por algum motivo obscuro me é impossível passar perto de uma salada de tomates e não me lembrar de que 